Wednesday, May 17, 2006

Desde as pequenas actuações entre amigos, na tentativa de ilustrar acontecimentos passados, mimetizando as acções ideias e sentimentos ocorrentes.
Aquilo que começou como uma autentica prática social, foi-se enraizando nas músicas dos aedos, narrando então nobres acontecimentos das epopeias homéricas, ganhando expressão com os rapsodos e depois com os actores protagonistas das mais magníficas obras dos tragediografos gregos.
O teatro amadureceu, ou tornou-se mais infantil, sinceramente não percebi muito bem, a verdade é que após o auge da representação mimética, surgiu uma necessidade Brechtiana de levar à cena as velhas máximas didácticas de Platão, de que o teatro só funcionaria com uma finalidade lúdica, e o teatro passa a ser, de certa forma mais directo para o publico mas, estranhamente menos óbvio.
Mas para que servirá o teatro senão como terapia, catarse, ou libertação. Se os espectadores vêm para ver a vida dos que não são seus semelhantes, mas que em todas as atitudes e sentimentos se parecem, vendo nestes personagens de carácter superior, ou inferior mas nunca igual, algo que os faça libertar, e confundir a realidade com a ficção mesmo sabendo, que nada do que se passa, é real.
Mas se a função do teatro já não é essa, e se na actualidade esta actividade perdeu os seus propósitos então vou ter de concordar com a prof.ª Eugenia Vasquez, pois não compreendo muito bem a finalidade do teatro contemporâneo. Se é fazer as pessoas pensar através de personagens moderadores, entre o publico e a cena, qual a finalidade de encher as peças de mensagens subjacentes, por trás de códigos.

7 Comments:

Blogger Johnny Guitar said...

ora ai está um óptimo ponto de vista.(devo acrescentar que foi muito mais facil dissecar este texto, em comparação com os anteriores)
Se vamos ao teatro, será para seremos entretidos, nimguem vai ao teatro para levar um liçao de moral, como nimguem paga para ser violado, ou molestado(com excepcoes)
Logo aqui nos deparamos com o primeiro 'se', ora se vamos ao teatro para sermos entretidos, ou mesmo para levar uma lição de moral, estamos a pagar para ter um entertenimento moral, ou fisico logo torna-seá isto uma forma de prostituiçao ?
outro 'se', se o teatro contemporaneo se encontra repleto de pequenos códicos, e codificaçoes, ambiguidades...sabendo que grande parte da populução é analfabeta, e a outra parte nao deve muito á inteligencia, qual é o significado de qualquer coisa que é efemera, e que pouca gente a percebe ?

4:47 PM  
Blogger flip said...

Tal e cuecas. Mas agora cabe-nos a nós fazer algo... ou não?

4:50 PM  
Anonymous Anonymous said...

"ora ai está", emetste o dedo na ferida, xegaste ao busilis da questão.
realmente é mt interssante a ideia do teatro como "abridor" de olhos, mas, a verdade, é incomodo no dia d folga ou no fds tao esperado estar a levar com uma liçao de moral, que nos faz pensar ainda mais na desgraça de sociedade e nos seres vivos duvidosos k somos. para iso basta o dia-a-dia.

a comédia, ou o humor, é mtas vezes uma maneira de vermos este mundo de uma forma mais "leve". o riso, ou a capaciade de rirmos de nos proprios (qd ha inteligencia suficeinete para iso) faz nos ver os "nossos defeitos" e encara-los de maneira + saudavel, n tao depressiva.
(agr repare-se ha humor e humor, ja vi peças de teatro em k se fez td o k referi, de um maneira limpa, com figurinos e cenografia k nd tinha a ver c o real (inox- com marai ruef , josé pedro gomes e antonio feio).
malucos do riso e revista, na mnh opiniao é uma maneira mt pobrezinha d rirmos de nos proprios)

tenho dito.

*'s da Ni

4:51 PM  
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